terça-feira, outubro 10, 2006
















O doce aroma dum amanhecer após uma noite de chuva


Que deliciosa a sensação da brisa fresca que emana da terra depois duma noite de chuva. A mistura exótica de aromas da natureza que se propaga pelo dia ainda adormecido convida-nos a estarmos mais perto de nós próprios, mais próximos da nossa silenciosa grandeza… Que doce mescla de sensações dissolvem as tempestades da alma impregnando os sentidos da plenitude do ser… Na sua simplicidade revela-nos que somos todos filhos da mesma Terra que nos nutre e acarinha na sua despretensiosa exuberância…

O Outono finalmente chegou brindando-nos com a suave descida da temperatura, com as suas cores de fogo desbotado, com as manhãs feitas de escuridão. Tão doce de tanto aconchego, no seu murmúrio sonolento em que o pulsar da vida abranda…
É no Outono que perenes votos se consolidam depois da efémera exuberância do Verão, em que o recolhimento proporciona a partilha das vivências com aqueles que estão mais próximos do nosso coração.

Assim é o fluxo de vida que permeia todos os seres vivos, na prosperidade das lições que cada estação da natureza nos trás. O nosso único desafio é saber fluir com o ritmo do que é tão maior do que nós, do que nos excede e preenche e nos guia ao lar da nossa alma.

E dedico estas palavras aos meus grandes e verdadeiros amigos, aqueles que me tem acompanhado ao longo de muitas estações e que sem duvida as têm enriquecido pela sua nobreza de espírito, pelo raro brilho da sua genuinidade. Adoro-vos a todos! A minha vida vale mais a pena porque vocês existem!

Sacred Life